Casagrande critica inércia do
Legislativo e cobra mais atuação dos parlamentares
O líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), cobrou do
Congresso Nacional que ele saia da inércia e cumpra o seu papel de votar
matérias importantes para o país. Em um duro discurso no plenário da Casa, nesta
terça-feira (26), Casagrande destacou o excesso de medidas provisórias, por
parte do Executivo, mas criticou o próprio Legislativo.
“O
Congresso perde a razão porque nós estamos com uma proposta de legislação para
regulamentar a edição de medidas provisórias na Câmara e ela não consegue votar
esta matéria. Se alguma coisa foi feita até agora, foi feita pela decisão do
STF, que é um processo de judicialização da política e isso não é bom para o
Congresso”.
Em relação ao Supremo
Tribunal Federal (STF), Casagrande apontou vários exemplos de decisões que foram
tomadas porque o Congresso não agiu antes de o órgão ser provocado. Entre eles
está a limitação para o número de vereadores de acordo com o número de
habitantes, as restrições ao uso de algemas, o fim da cláusula de barreira, a
fidelidade partidária, a autorização para pesquisas com células-tronco, entre
outras iniciativas.
“Na semana passada, o
STF decidiu pelo fim da contratação de parentes, decisão com a qual eu concordo.
Mas, infelizmente, a decisão é do STF. O natural seria que a decisão fosse desta
Casa. A gente pode verificar que nas matérias que têm um nível de polêmica, não
estamos conseguindo avançar no Congresso. Não existe correlação de força de
avançar no aperfeiçoamento institucional”, destacou.
Durante o discurso, Casagrande também lembrou do prazo que o Congresso tem para decidir sobre a regulamentação para a criação de novos municípios. O STF deu um limite de até novembro para que o Legislativo regulamente uma lei para a emancipação das cidades, pois, caso contrário, 57 municípios poderão voltar à condição de distrito.